Pare de se sabotar!




Eu amo sentir o que estou sentindo no momento. É incrível como essas Pequenas Coisas me satisfazem, apesar de as Grandes Coisas estarem sempre bem centralizadas no meu alvo. Acordar em um dia razoavelmente frio, a casa razoavelmente arrumada, tudo razoavelmente no seu devido lugar. Acho que o objetivo do dia é manter as coisas razoavelmente boas, porque elas não estiveram assim há um tempinho agora, já que eu estou sendo honesta.

O prazer de tomar um café com leite quentinho enquanto escrevo essas palavras sentada na mesa, com o vento frio entrando pelas janelas e sentir meu pé gelado por estar descalço. É essa sensação bem aqui. Estou finalmente me sentindo menos desconfortável. Aguardo ansiosamente o dia em que vou dizer que me sinto confortável com o viver de cada 24 horas, de cada ato e decisão tomada, de cada passo andado ou corrido, de cada quilômetro percorrido e de cada tecido que vestiu minha pele. Até lá, estou feliz em me sentir razoavelmente confortável.

Mas quer saber, será que as coisas que me deixam desconfortável hoje vão ter sempre esse efeito em mim? E se as coisas que hoje me confortam, um dia deixarem de me confortar? Aqui é a parte onde o caos se mistura com a calmaria. Infelizmente, agora e por algum tempo no passado, eu sou e tenho sido o tipo de pessoa que não consegue aceitar que as coisas estão boas e desfrutar da lentidão desses bons momentos tão efêmeros. Por que se sabotar? Para que puxar seu próprio tapete? Abaixa essa guarda, menina!

A verdade é que não existe essa tal coisa de “um dia vou me sentir confortável”. 80% do que temos é o agora, a porcentagem restante não cabe muito na palma da nossa mão, portanto, a hora de se sentir confortável é agora! Aproveita! Não é errado ter coisas boas acontecendo na sua vida. Claro que estamos caminhando numa estrada que leva à evolução de quem somos, mas isso não significa que não podemos desfrutar do presente. Não há nada de errado com isso. Pare de se sabotar! Bom dia. 

Pérgola



E lá vai você, com seu jeito característico de olhar ao redor, o corpo esguio, e o violão novo dentro da capa pendurado nas costas. Abre a boca e chama a atenção de todos para você, e quando canta, até quem não gosta pensa em dar uma nova chance para esses seus olhos castanhos e voz tão particular.

Sabe, não consigo deixar de imaginar como você era antes de tudo. Queria ter te conhecido no ensino médio, presenciado a descoberta da sua banda preferida daquela época, e te ouvir falar do que sentiu quando deu sua primeira aula de inglês, mas acho que estou até satisfeita por conhecer essa sua versão de agora. Gosto muito de quem você é. Mesmo.

De qualquer forma, queria que você soubesse que está sendo difícil lidar com tudo isso que nós nos tornamos. Sei que você odeia rótulos e definições, mas é que eu me organizo melhor desse jeito aqui dentro. Mesmo assim, não sei bem como agir ou qual decisão errada tomar, porque, convenhamos, não há decisão certa.

A decisão certa existente implica com o nosso afastamento e, bem, isso sim, é errado para mim, apesar de tudo. Te quero perto, te sinto perto, e quando está longe você ainda está bem próximo, vagando perdido por entre todos os meus pensamentos, de todas as minhas personalidades, como você diz.

Você está em todo lugar, seja na cafeteria clichê perto do meu segundo hostel na Argentina, na loja de discos antigos do Uruguai, ou então deitado no meu colo naquela casinha do playground perto da minha casa - ainda fico pensando se alguém ouviu aquilo. Tenho absoluta certeza, com toda a minha alma de artista, leitora, criança, e aspirante a escritora, que eu tropecei e caí bem no meio da palma da sua mão. E foi um grande, grande precipício. Enorme, mesmo. Ainda bem que eu vivo para a adrenalina.

Enfim, estou escrevendo isso para passar uma mensagem e satisfazer meus desejos detalhistas que você bem conhece – estou tomando aquele vinho que você sabe qual é, usando o cabelo preso daquele jeito que você sabe como é, ouvindo aquela playlist que você também sabe qual é. Espero que você tenha chegado até aqui por meio do link que eu coloquei na legenda da foto daquele desenho que significa tanto para mim. Se você se perguntou se aquele desenho era sobre você, está correto, e se você pensa que esse desabafo também é para você, só tenho uma coisa a dizer: você está me deixando fora do eixo.

Me ligue 01:30 da manhã para me cantar blank space e stand by me mais uma vez. Me manda mensagem dizendo “as coisas que você faz comigo, pessoa”. Me chama de “mô” sem querer de novo. Me chama para o cinema, para um piquenique, para um programa de velhinhos de tomar sorvete soft na pracinha vazia, me manda aquela música e diz que lembrou de mim. Fala de mim, para mim. Volta a beijar o canto da minha boca “por acidente” na escada a faculdade, enquanto nos despedimos para a próxima aula. Me beija na calçada em frente ao prédio de novo, de forma proposital dessa vez. Eu sou louca por querer isso com você?

Como não te sonhar?

Mas aí eu tirei minha roupa, e você só tinha olhos para o tom de azul  presente na sua frente, que refletia dos lados e em cima daquele quarto. Você sorria numa malícia gostosa e sussurrava em súplica para o Divino. Pai Amado, você disse. Sensacional. Só não o suficiente para segurar sua mão em público, não é?

Sou suspeita para falar em termos de longa duração, mas uma coisa é certa: eu não sou o espetáculo de alguns minutos que você assiste e vai embora depois que as cortinas se fecham. Eu sou longa temporada que só fica em cartaz para quem sabe se demorar. Ok, não é para tanto, mas você me conhece, eu exagero, até nas vírgulas, palavras, músicas e sentimentos. Textos, desenhos e mensagens também.

De qualquer maneira, nós nunca terminamos o que começamos com aqueles olhares em meados de 2017. Você e eu temos um amor pendente de vidas, mas nós vamos chamá-lo de pérgola, que assim assusta menos. Me beije com os lábios honestos. Me olhe com olhos exclusivos.

Pode me culpar por querer mais um pouco de você?

Uma Playlist Para Se Apaixonar, Chorar ou Sofrer, Você Que Escolhe.




Afinal de contas, músicas melhoram ou pioram nossa atual situação? Não sei você, mas eu amo ouvir palavras cantadas com o poder de me fazer viajar quilômetros de distância, ou somente alguns quarteirões, até chegar ao seu bairro. Gosto de ouvir outras pessoas e pensar na sensação que aquela música me causa, e todas as lembranças que tenho dela com você.

Não Se Enrola, Não | Isabela Freitas


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Sabe aqueles livros que lemos em uma tarde e fazem com que nós, meros mortais leitores, desejamos ser o amigo confidente da autora para saber os detalhes de como aquela história nasceu? Foi o que aconteceu comigo.

Você precisa ver um show ao vivo

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Acredito realmente que todas as pessoas do mundo merecem ir a algum show pelo menos uma vez na vida. Não importa qual é o cantor, cantora ou banda. Basta estar presente. 

A Bela e a Fera | BOOKTAG

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Vi essa tag no blog Apenas Leite e Pimenta, e não quis perder a oportunidade de respondê-la, considerando o amor pela Bela - a princesa mais parecida conosco, meros amantes de livros.

Um Milhão de Finais Felizes | Vitor Martins


Eu tenho certeza de que, mesmo passando por tanta coisa ruim na vida, você ainda guarda um milhão de finais felizes aí dentro. 

Posso oficialmente dizer, após ler o segundo livro dele, que Vitor Martins é um escritor e ser humano maravilhoso. Obrigada, Globo Alt. Continue publicando tudo que esse jovem tiver para oferecer.


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